stigmas - pseudo poesia  

livro virtual


 
das recôncavas aquosas listras
desmedidas de adeuses,
se debruçam a passagem de mais um dos teus ardores.

do vidro e da areia.
os grãos sem mais nem menos.
se perdem
dês
pencam.


do lacrimar sonâmbulo veloz e duro
do alaranjado lilás do que se põe
em fogo.


não há pistas para o outro,
nem para dentro,

os sinais se anunciam e se logo perdem
sem destino,

sem moral.




apenas vazios de asilos verdenhos,

água de peixe e sal.



é fim de ano outra vez.



31de dezembro, 2006
Praia do Espelho - BA




no silêncio
calo o que conheço, no avesso do que não ouço ao certo.

silencio, em palavras.

entre uma realidade e outra,
resto eu ao som dos ventos
à pesca de um momento

para minha poesia.



31de dezembro, 2006.

(À margem da corredeira de sons – Glaucus Noia)


  posted by GLAUCUS NOIA @ 13:09


Segunda-feira, Dezembro 10, 2007  
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