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livro virtual
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Canção de um anima em cada peito aberto;
numa noite.
o seio dela
é um animal que respira
vida frágil em seu outono pardo
de semi-tons de pele exposta
o seio dela
no abandono do quarto outono,
move-se sutil fora do contexto
migra contra a corporalidade suspensa no cinza das quatro paredes iniciais do dia.
é um animal que respira
seu sono lírico
na ausência de sons e de presas.
_a vigília sem olhos!
existe e insiste, alheia a ela
à mulher, a mesma novamente
a quem tempos a trás , cantei nua,
presa na redoma de véus.
sustentadora de toda uma matilha
adormecida na pele
além da pele
no corpo
além do corpo
.
sobre as dunas rasas dos lençóis brancos,
o seio dela é de um arfar constante,
animal guardado,
por hoje, abriga meu animal que vaga livre,
que existe.
14de fevereiro, 2007
Outeiro - Bahia
Para a menina das libélulas.
a cada retomada
o sonho cresce de uma quebra
assustada.
e me racha os olhos
que buscam através da luz azul, e do sobressalto.
há um incrível abrir de pétalas à arte que me faço homem.
e em cada jardim cobram-me o esforço de ser outro.
a pena é que estejam sempre em busca do outro, ausente,
e percam o presente, que talvez, salve o amanhã
pelos dias, e de resto, tenho saudades do mar
e sinto que quando fecho os olhos
nas cortinas , haja mar, onde corais se estendam sobre as águas
como cabelos morenos que odeiam em sono.
sob os ventos do sonho.
na tempestade das noites a que restam esquecidos,
os corpos de todos outros, inúteis, sem sombra.
concepção:
01de agosto, 2003
06de julho, 2006
posted by GLAUCUS NOIA @
22:07
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Quarta-feira, Novembro 28, 2007  |
estamos sempre em busca da retomada de um sentimento desentranhado sem aviso.
como um sonho esquecido,
um sonho antigo repetido esquecido.
como um aroma da infancia retornado...
nesse sonho, sempre alguma dor...
toda dor embasada por um grande medo;
todo medo embasado por uma grande dor.
sempre em busca de alguma dor
que outrora sentimos, mas com a qual não soubemos,
no sobressalto, como lidar. e agora vamos, errantes
em busca da revanche, do exato momento
em que se apresente a oportunidade de demonstrar a Evolução.
e só por isso evoluímos;
para testar as próprias certezas.
os próprios limites.
mas eis que no tempo transcorrido, também o grande Dragão
das labaredas nossas de cada vida se transformou, e a dor
já não é mais aquela esperada, senão outra, ainda mais aterradora,
qinda que sempre a mesma; o presente.
e a única sabedoria existente para lidar com o derradeiro encontro,
saber aceitar o inusitado ausentes as expectativas.
ou ir em busca contínua racional, ao encontro de sempre
outro trauma a superar.
e tombar sob o batente da porta ultima.
10.10.07
toda insaanidade infantil
à espera dos dias melhores.
as pipas nos céus.
os pés no chão.
a cor do mar
e ver a noite deitar
um véu de estrelas
sobre tudo.
longe dos dentes das cidades.
10.10.07
posted by GLAUCUS NOIA @
22:35
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Domingo, Novembro 25, 2007  |
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