stigmas - pseudo poesia
livro virtual
do que me sei e sou...

Glaucus Noia


glaucusnoia@hotmail.com


inteiros 24 anos.

sou peixes sou cão sou homem, sou tanto e tão pouco...

... (br) eu caminhando, mas sem passos demais. tenho trabalhado pouco. Lido bastante, escrito de vez em quando. Tenho andado por aí novamente. Voltei a ser nômade. Estou na casa do meu irmão. Aqui, meu irmão tem uma chaleira que conserva bem a temperatura do meu chá. Não sei se é chaleira ou bule. Tenho saudades. Muitas e de muitas coisas. E uma delas e é você. queria mais perto. Aqui o frio derrete ao alto e pinga uns resfriadozinhos em mim, que teimo em perambular descalço pela madrugada de trabalhos inteira. Comecei um livro novo. Parei um antigo. Tenho uma calma em mim que não sei a que vem, a que senhor serve. Ando louco. Louco e sábio. Sempre me sinto mais sábio quando consigo, sem esforço, ficar mais calado e olhando. Estou sem dinheiro e sem muito ânimo. Não sei o que meus passos,(e meus versos???) contam para a história. Nem o que os dias pedem. são tantos passos a dar e tão poucos pés. Não entendo os dias. Mas sei que o asfalto não responde muitas coisas que pergunto em passos. Os dias não têm dado muito de si por mim. E se mantêm com 24 horas! Tudo que me cobra, tenho descoberto ser eu. Tem umas flores bonitas secando na minha agenda.existe uma borboleta bonita com o nome de papilos Glaucus. Quero ir. Ir. Ir. E não vou por que sempre espero por mim. Tenho de sair desse sitio de concretos e asfa]lto. Aqui até as flores inspiram a escrever sobre a fumaça. Elas quase cheiram a dióxido. Tenho tido medo. E sinto que vou escorregando em areia. Calmo eu engulo os grãos que me afogam. É qause impossível pensar em afogamento sem desespero. Tudo é drama! Minha namorada tem 5 tatuagens. eu nenhuma. Perdi a bolinha do meu piercing. E duas bolinhas de cristal que carregava junto de uma terceira de metal. Sabe que não encontro as conchas que me deu? O esmalte preto da minha unha está sumindo. Já descascou. Eu aprendi a fazer papel artesanal. Vou te escrever uma carta assim que testar. Esse dias me pintei e fui visitar um amigo em São Roque. O avô dele tinha morrido. Saímos os 4 pelas ruas pintados de clown. Me senti estranhamente em casa. O panqueique realça as rugas. Os palhaços são mais velhos na palidez constante. Isso é triste. Mas há aí um auto-conhecimento. certas melancolias trazem uma alegria intrínseca e discreta que é a verdade vista e as vezes aceita. Não sei onde esqueci minha revolta. Os pequeninos do meu condomínio me chamam de tio já. Tenho sobrinhos lindos e sinto saudades demais da minha irmã viajante. estou secando uns amores perfeitos na minha agenda. estou namorando. essa noite vai levar muitos dias. muito tempo. ter muitas horas. eu escrevi um poema para meu pai no domingo e entreguei em papel envelhecido. ando sem grana e sem ânimo.e louco. Louco e sábio. Sempre me sinto mais sábio quando consigo, sem esforço, ficar mais calado e olhando. O açúcar sempre acaba para os chás. Escurecer é o silêncio que a noite chora. talvez por mim. talvez por nós. talvez por seu silêncio apenas.

SEMPRE BOM!:
se perder no espelho, ver a lua, sentir o vento sussurando um emudecer qualquer aos ouvidos, se mudar visual sem se perder essência, rir de si, sentar ao alto de uma falésia e morrer em poesias jogadas ao vento, sorrir, retribuir sorrisos, amar, amar muita gente ao mesmo tempo, beijar testa olhos e mãos, gente diferente, revoluções de pensamentos, morte e vida em prazer com que se gosta, não-preconceito, conversa de olhares, conversas de olhar, observar a vida, ser deus, comunicações alternativas,nudismo, musica com mensagem, programas diferentes, insanidade, poesia.

VERBOS!:
me permito
me sei
me sou
posso
ainda não sei
e vou!

nada de nada:
Preconceito, intolerancia, incompreenção, obscurantismo, amargura, presidente sanguinário, viver para trabalhar, não fazer o que gosta, se podar, se moldar pela sociedade, calçar pegadas tortas, não se ser...

NÃO VERBOS!:
não posso
tenho que
odeio

pos-mundo
cale">cale
poetica">Noia Z
o som da solidão


Powered by Blogger Template desenvolvido por Blog Templates
Posts
Sexta-feira, Agosto 25, 2006

o céu de pálpebra cinza
hoje quer descansar.
nas arestas de um cílio luminoso

desce uma pegada de aves, uma revoada
e meus olhos tombam um desassossego gentil.
embala-me num sem som antigo, abrigo.

não chove,
não choras.

e é marina que se esquece sob as árvores
da praça sua textura e meu abraço.
guardada do lacre mais eficiente,
nascida para um só gesto
seu segredo de pedras.

Não move
Não mora.

Bem Marina, te cala assim,
E me carrega em teu seio duro,
Mais que eu em mim.

25de agosto, 2006
São Paulo - SP

Glaucus Noia, 23:20


Sábado, Agosto 12, 2006

olho tranquilidade de recém pomba pink vivencia

O demoníaco em todo canto
Com aquele olhar de pomba,
De meia pupila pink serena
De tranqüilidade ameaçadora por si só.
Em cada olho um espião
Para o outro lado, que vigia,
Que controla, na via
De duas mãos.

Me olha , por seu SER maior a que não há atos,
E me vivencia no fundo do que se estende em mim
por mim
de mim
para mim
fora do cosmos.

Aquela ferida que se abre,
Qual uma gota de luz que se forma,
na quina que se desvenda lento,
como só o pássaro recém nascido
pode sustentar uma pálpebra,
sem saber que é o primeiro ato de liberdade,
o princípio de seu dom maior de vôo.

Brilha, em cada átomo de mim
de cada cousa
há mais tempo
que existe a noção de tempo.

E seu brilhar é um mover de losangos vivos
Na cor do sumo do que sangra.
Se desdobrando e espelhando, o fecha e abre
De geometrias sublimes e símbolos combinados
Com a harmonia divina, que inspira a estética,
Mas nega seus princípios.

Reverencio, pois Tudo é respeito e devoção mútua
Em desequilíbrio para evolução em ti,
Ó entidade ancestral.

07de agosto, 2006-08-07
SP SP.


Glaucus Noia, 23:52


Dança em minhas costas o tombar das flores,
Com o vento que convida a voar

Tem a mim estirado o0 elo reformador
De cinco termos alinhadores do final.

O que me pede ou doa nessa imensidão miúda que cada gesto impõe?

Apenas saboreia o vermelho de cada fruta da bacia e me sorri asas de pedra
Sob os véus róseos que convidam, só convidam, e é
Aleatoriamente, o aceitar seu convite.
Não vôo, mas sei que dentro de cada pétala, se abrem mil hemisférios livres
Dispostos de cada possibilidade para nosso encontro.
Esse verde se recolhe e me acaricia leve. Os vento retomam seu rumo e nos deixam à paz e às tormentas de nosso jardim.

04.08.06
São Paulo SP casa dos pais.


Glaucus Noia, 23:51

Rolam os dados
Pelos telhados e lajes,
Pelo tempo que segue
Dobram-se as cabeças
Pesadas de imagens
Geradas pelos sentidos,
O teatro.
Guardados sob a passagem
Tecem em paz sua nova morada,
Onde não atacam nem são atacados
Pelo movente que cessou.
Seguro, o novo templo
Segue as regras do ambiente
Ignorando as paredes
e não produz sombra alguma,
não executa o dom das copas,
para com as árvores,
nos campos de passeio.
É fim de tarde e cantam os pássaros
A elegia invocativa da grande sombra
Que se deita e garante o réquiem
Bético, para novas buscas.

04.08.06
São Paulo SP casa dos pais.


Glaucus Noia, 23:51

No amor perdemos o laço
E nos deixamos cair do fio
Que nos prende ao céu.

A estrela se iguala à pedra,
Sem órbita e com peso.

07de agosto.2006
São Paulo ¿ SP
Casa dos pais.

Glaucus Noia, 23:48

Já te vivenciava o chamado por mim
Antes do teu ovo ficar pronto.
Já ecoava em mim profundo, teu canto
De dentro do broto.

07de agosto, 2006.
SP SP

Glaucus Noia, 23:48

Para a morada de todos que morrem
E nos são queridos,

Coloquemos no fogo nossa mão completa,
De todas as virtudes onde o ego não alcança.

E o passo solene de homenagem sela
Na areia ou no asfalto,
Na Grama ou na terra, o pacto harmônico.

Nossa boca igualada às rochas.

As costas fundas na gruta solitária.
Palco de vôo.

A mente é o rio de trás. Pula o portão,
Depois do bosque de mangas.

Nosso sexo, nos corais,
Exposto à visão frontal
Dos céus, onde bailam Urubus e gaviões.

Numa época tão doce e tão corrosiva.
As drogas, químicas, minerais ou nervosas (no encontro),
Tecem seu estranho mosaico,
Nas axilas de metal.

O calango intercede.
A pedra medita por vós.

Um verão de união na diversidade.
Arte Vida forte e Trabalho!

Recebe Mineiro, recebe Tuíca,
A reverência desses amigos
para o instante que nada promete
e tem mais a dar de amor
e tranqüila confiança, de que necessitavas, tu,
e ainda, tanto, necessitamos nós.

Salve! Salve!

07de agosto, 2006-08-07
São Paulo ¿ SP.

Para Mineirinho, Tuíca e Marcelo...

Salve! Para a Luz onde é possível se enxergar!

A pólvora só pode ferir o que não dura.


Glaucus Noia, 23:46



Anteriores
on-line