stigmas - pseudo poesia
livro virtual
do que me sei e sou...

Glaucus Noia


glaucusnoia@hotmail.com


me recosntruindo aos 23

sou peixes sou cão sou homem, sou tanto e tão pouco...

... (br) eu caminhando, mas sem passos demais. tenho trabalhado pouco. Lido bastante, escrito de vez em quando. Tenho andado por aí novamente. Voltei a ser nômade. Estou na casa do meu irmão. Aqui, meu irmão tem uma chaleira que conserva bem a temperatura do meu chá. Não sei se é chaleira ou bule. Tenho saudades. Muitas e de muitas coisas. E uma delas e é você. queria mais perto. Aqui o frio derrete ao alto e pinga uns resfriadozinhos em mim, que teimo em perambular descalço pela madrugada de trabalhos inteira. Comecei um livro novo. Parei um antigo. Tenho uma calma em mim que não sei a que vem, a que senhor serve. Ando louco. Louco e sábio. Sempre me sinto mais sábio quando consigo, sem esforço, ficar mais calado e olhando. Estou sem dinheiro e sem muito ânimo. Não sei o que meus passos,(e meus versos???) contam para a história. Nem o que os dias pedem. são tantos passos a dar e tão poucos pés. Não entendo os dias. Mas sei que o asfalto não responde muitas coisas que pergunto em passos. Os dias não têm dado muito de si por mim. E se mantêm com 24 horas! Tudo que me cobra, tenho descoberto ser eu. Tem umas flores bonitas secando na minha agenda.existe uma borboleta bonita com o nome de papilos Glaucus. Quero ir. Ir. Ir. E não vou por que sempre espero por mim. Tenho de sair desse sitio de concretos e asfa]lto. Aqui até as flores inspiram a escrever sobre a fumaça. Elas quase cheiram a dióxido. Tenho tido medo. E sinto que vou escorregando em areia. Calmo eu engulo os grãos que me afogam. É qause impossível pensar em afogamento sem desespero. Tudo é drama! Minha namorada tem 5 tatuagens. eu nenhuma. Perdi a bolinha do meu piercing. E duas bolinhas de cristal que carregava junto de uma terceira de metal. Sabe que não encontro as conchas que me deu? O esmalte preto da minha unha está sumindo. Já descascou. Eu aprendi a fazer papel artesanal. Vou te escrever uma carta assim que testar. Esse dias me pintei e fui visitar um amigo em São Roque. O avô dele tinha morrido. Saímos os 4 pelas ruas pintados de clown. Me senti estranhamente em casa. O panqueique realça as rugas. Os palhaços são mais velhos na palidez constante. Isso é triste. Mas há aí um auto-conhecimento. certas melancolias trazem uma alegria intrínseca e discreta que é a verdade vista e as vezes aceita. Não sei onde esqueci minha revolta. Os pequeninos do meu condomínio me chamam de tio já. Tenho sobrinhos lindos e sinto saudades demais da minha irmã viajante. estou secando uns amores perfeitos na minha agenda. estou namorando. essa noite vai levar muitos dias. muito tempo. ter muitas horas. eu escrevi um poema para meu pai no domingo e entreguei em papel envelhecido. ando sem grana e sem ânimo.e louco. Louco e sábio. Sempre me sinto mais sábio quando consigo, sem esforço, ficar mais calado e olhando. O açúcar sempre acaba para os chás. Escurecer é o silêncio que a noite chora. talvez por mim. talvez por nós. talvez por seu silêncio apenas.

SEMPRE BOM!:
se perder no espelho, ver a lua, sentir o vento sussurando um emudecer qualquer aos ouvidos, se mudar visual sem se perder essência, rir de si, sentar ao alto de uma falésia e morrer em poesias jogadas ao vento, sorrir, retribuir sorrisos, amar, amar muita gente ao mesmo tempo, beijar testa olhos e mãos, gente diferente, revoluções de pensamentos, morte e vida em prazer com que se gosta, não-preconceito, conversa de olhares, conversas de olhar, observar a vida, ser deus, comunicações alternativas,nudismo, musica com mensagem, programas diferentes, insanidade, poesia.

VERBOS!:
me permito
me sei
me sou
posso
ainda não sei
e vou!

nada de nada:
Preconceito, intolerancia, incompreenção, obscurantismo, amargura, presidente sanguinário, viver para trabalhar, não fazer o que gosta, se podar, se moldar pela sociedade, calçar pegadas tortas, não se ser...

NÃO VERBOS!:
não posso
tenho que
odeio

pos-mundo
cale">cale
poetica">Noia Z
o som da solidão


Powered by Blogger Template desenvolvido por Blog Templates
Posts
Terça-feira, Novembro 15, 2005

o mendigo comia e olhava
como se tivesse olhos...
(mas olhos são para pessoas)

o mendigo olhava e comia
como se pudesse matar a fome que tinha...
(mas cultura custa caro.
custa tempo e dinheiro.)

2005

Glaucus Noia, 20:34



Anteriores
on-line