stigmas - pseudo poesia
livro virtual
do que me sei e sou...

Glaucus Noia


glaucusnoia@hotmail.com


efêmero aos 22

sou peixes sou cão sou homem, sou tanto e tão pouco...

... (br) eu caminhando, mas sem passos demais. tenho trabalhado pouco. Lido bastante, escrito de vez em quando. Tenho andado por aí novamente. Voltei a ser nômade. Estou na casa do meu irmão. Aqui, meu irmão tem uma chaleira que conserva bem a temperatura do meu chá. Não sei se é chaleira ou bule. Tenho saudades. Muitas e de muitas coisas. E uma delas e é você. queria mais perto. Aqui o frio derrete ao alto e pinga uns resfriadozinhos em mim, que teimo em perambular descalço pela madrugada de trabalhos inteira. Comecei um livro novo. Parei um antigo. Tenho uma calma em mim que não sei a que vem, a que senhor serve. Ando louco. Louco e sábio. Sempre me sinto mais sábio quando consigo, sem esforço, ficar mais calado e olhando. Estou sem dinheiro e sem muito ânimo. Não sei o que meus passos,(e meus versos???) contam para a história. Nem o que os dias pedem. são tantos passos a dar e tão poucos pés. Não entendo os dias. Mas sei que o asfalto não responde muitas coisas que pergunto em passos. Os dias não têm dado muito de si por mim. E se mantêm com 24 horas! Tudo que me cobra, tenho descoberto ser eu. Tem umas flores bonitas secando na minha agenda.existe uma borboleta bonita com o nome de papilos Glaucus. Quero ir. Ir. Ir. E não vou por que sempre espero por mim. Tenho de sair desse sitio de concretos e asfa]lto. Aqui até as flores inspiram a escrever sobre a fumaça. Elas quase cheiram a dióxido. Tenho tido medo. E sinto que vou escorregando em areia. Calmo eu engulo os grãos que me afogam. É qause impossível pensar em afogamento sem desespero. Tudo é drama! Minha namorada tem 5 tatuagens. eu nenhuma. Perdi a bolinha do meu piercing. E duas bolinhas de cristal que carregava junto de uma terceira de metal. Sabe que não encontro as conchas que me deu? O esmalte preto da minha unha está sumindo. Já descascou. Eu aprendi a fazer papel artesanal. Vou te escrever uma carta assim que testar. Esse dias me pintei e fui visitar um amigo em São Roque. O avô dele tinha morrido. Saímos os 4 pelas ruas pintados de clown. Me senti estranhamente em casa. O panqueique realça as rugas. Os palhaços são mais velhos na palidez constante. Isso é triste. Mas há aí um auto-conhecimento. certas melancolias trazem uma alegria intrínseca e discreta que é a verdade vista e as vezes aceita. Não sei onde esqueci minha revolta. Os pequeninos do meu condomínio me chamam de tio já. Tenho sobrinhos lindos e sinto saudades demais da minha irmã viajante. estou secando uns amores perfeitos na minha agenda. estou namorando. essa noite vai levar muitos dias. muito tempo. ter muitas horas. eu escrevi um poema para meu pai no domingo e entreguei em papel envelhecido. ando sem grana e sem ânimo.e louco. Louco e sábio. Sempre me sinto mais sábio quando consigo, sem esforço, ficar mais calado e olhando. O açúcar sempre acaba para os chás. Escurecer é o silêncio que a noite chora. talvez por mim. talvez por nós. talvez por seu silêncio apenas.

SEMPRE BOM!:
se perder no espelho, ver a lua, sentir o vento sussurando um emudecer qualquer aos ouvidos, se mudar visual sem se perder essência, rir de si, sentar ao alto de uma falésia e morrer em poesias jogadas ao vento, sorrir, retribuir sorrisos, amar, amar muita gente ao mesmo tempo, beijar testa olhos e mãos, gente diferente, revoluções de pensamentos, morte e vida em prazer com que se gosta, não-preconceito, conversa de olhares, conversas de olhar, observar a vida, ser deus, comunicações alternativas,nudismo, musica com mensagem, programas diferentes, insanidade, poesia.

VERBOS!:
me permito
me sei
me sou
posso
ainda não sei
e vou!

nada de nada:
Preconceito, intolerancia, incompreenção, obscurantismo, amargura, presidente sanguinário, viver para trabalhar, não fazer o que gosta, se podar, se moldar pela sociedade, calçar pegadas tortas, não se ser...

NÃO VERBOS!:
não posso
tenho que
odeio

pos-mundo
cale">cale
poetica">Noia Z
o som da solidão


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Posts
Segunda-feira, Março 14, 2005

o olhar rachado


o olhar rachado me reconstrói,
diante de suas feridas eu sou apenas arranhão.
mas sei que tudo que ele é eu sou.


é somente a mim, que o libertei,
aprisionando-o em imagem, que encara dessa forma.

é só para mim que cada rachadura é lágrima eterna, cristalizada.

o olhar rachado me reconstrói,
apenas para me devolver esse incomodo com gosto de ayahuaska.


e sua voz não se move fora dos lábios estáticos sob meus próprios traços.


eu podia, quem sabe, tentar rasgar a folha, jogar ao mar,
para ser comida de águas e sal, como tem sido o mundo através dos meus olhos,
na esperança de que quando suma, estagnada sua existencia,em celulose desfeita e tornada areia, seja eu a parar de existir, a deixar de ser Deus.



14de março, 2005
São paulo - SP
sobre Destraços

Glaucus Noia, 17:03

Meus destraços; o olhar rachado *


o olhar rachado me reconstrói,
me mói em dores minhas que a ele sei que leguei.

ele me olha, sou só eu que o incito nessa raivamargura latente.
a distorção do mundo rachado o sufoca.

o olhar rachado me reconstrói,
evitando sua quebra total, espatifado na pressão da própria força para sofrer e para continuar

meu caminho para a paz é for(m)(j)ado de seu desespero impotente.

_sabes bem me ferir maldita criatura! te vingas de mim a cada instante.

mas és papel... e és por demais raso para se erguer contra mim...

_POSSO TE MATAR SE QUISER SABIA??? ATUA TINTA É MINHA!!

mas tenho medo... MEDO... o que viraria essa sua aus~encia em lugar de gestos se te liberdasse novamente da forma te desfazendo a não ser pela memória de quem te teve aos olhos e não o sentiu como eu..?

temo porque sinto, e esse é meu saber, que seus destraços, depois de ti, findado, ainda serão meus...


14de março, 2005
São paulo - SP
sobre Destraços
* II parte

Glaucus Noia, 17:02



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