SEMPRE BOM!:
se perder no espelho, ver a lua, sentir o vento sussurando um emudecer qualquer aos ouvidos, se mudar visual sem se perder essência, rir de si, sentar ao alto de uma falésia e morrer em poesias jogadas ao vento, sorrir, retribuir sorrisos, amar, amar muita gente ao mesmo tempo, beijar testa olhos e mãos, gente diferente, revoluções de pensamentos, morte e vida em prazer com que se gosta, não-preconceito, conversa de olhares, conversas de olhar, observar a vida, ser deus, comunicações alternativas,nudismo, musica com mensagem, programas diferentes, insanidade, poesia.
VERBOS!:
me permito
me sei
me sou
posso
ainda não sei
e vou!
nada de nada:
Preconceito, intolerancia, incompreenção, obscurantismo, amargura, presidente sanguinário, viver para trabalhar, não fazer o que gosta, se podar, se moldar pela sociedade, calçar pegadas tortas, não se ser...
NÃO VERBOS!:
não posso
tenho que
odeio
pos-mundo
cale">cale
poetica">Noia Z
o som da solidão
desse dia e de outros lugares..
esse dia, a cinza apaga as cores de tudo,
e revela o vazio de cada olhar e seus brilhos,
umidos, sentidos, vão escorrer tudo que não se consegue
gritar...
a luz natural e o chá na xícara que espera harmonia de temperatura
com a língua.., lembra a espera que nos devora em giros de vidro e chiar de areia;
o sangue que seca,
a carne que empalidece,
a pqle que fica flácida,
folhas que caem
no tempo que ao passado desce..,
a vai... e vai...
fumaça branca que dança, faz seu balet fluir frente
à sombra das velas em labaredas de tai-chi...
o que as chamas tanto tentam alcançar ao alto?
em sua expressão corporal de êxtase..,
no lamber ardido de seu toque..,
a aproximação sempre lembrada na paixão e suas metáforas...
Quente!
quente, é o modo do fogo expressar (o) que sofre!
Cai! cai o cinza dos incensos, sobre tudo,
Sobre todos...
E ofusca o cinza do semblante severo que a cidade arrasta nos céus
Junho, 2004
SP SP